segunda-feira, 26 de março de 2012

ESTRELA


Olá pessoal, mais um historinha pra vocês.
LABRADOR CHOCOLATE
Ontem em mais uma costumeira caminhada de fim de tarde com meu tutor, ou meu pai, pelo bairro onde moramos, ao chegarmos em frente ao Hospital Bom Clima que fica a mais ou menos duas quadras de casa, percebi a aproximação de uma cadela que vinha por trás da gente.
Parei e me virei e, automaticamente meu tutor se virou pronto para me defender, como sempre.
Mas qual não foi nossa surpresa quando aquela bela espécime canina se aproximou de mim e com maior alegria passou a me cheirar, o que obviamente me deu abertura pra fazer o mesmo,é claro.
WEMARANER
Era uma mistura perfeita de Labrador com Weimaraner o que resultou numa cadela entre o chocolate e o cinza, cor tradicional da segunda raça que mencionei. Era alta magra e extremamente dócil.
Mas  o que acabou roubando a cena foi o tutor daquele animal que bêbado como um gambá, virou  pro meu pai e disse “Calma senhor ela não vai ofender o seu cachorro.”
Meu pai que também estava encantado com a cachorra, falou que sabia disso e perguntando o nome dela também passou a fazer a maior festa com a minha nova descoberta. O cara disse  que o nome dela era Estrela, nome mais do que merecido por sinal,  Mas o tutor cambaleante continuava afirmando que ela não ia me ofender. Eu mais do que todos já havia percebido isso.
Depois de muito cheira aqui e cheira ali, a dupla, Estrela e seu tutor etílico seguiram o seu caminho, para a minha decepção, na mesma direção que nós, mas bem mais acelerados.
Ao recordarmos toda a cena, lembramos a verdadeira adoração que a Estrela tinha pelo seu tutor, sempre caminhando ao seu lado, mesmo sem guia ou coleira, idolatrando-o e como que protegendo-o.
Apesar do inusitado, foi uma bela lição do verdadeiro amor entre cão e homem, apesar dos pesares alcoólicos né gente. Espero encontrá-la novamente um dia desses.
Infelizmente não temos fotos da Estrela, pois por motivos óbvios nem o tutor nem ela paravam quieto e já estava escurecendo num belo final de tarde.


Zeus

domingo, 12 de fevereiro de 2012

TAY - PARA SEMPRE AO MEU LADO (HELENA)


Olá pessoal, desta vez vou contar uma história que parece triste, mas que é uma grande lição de amor de uma pessoa de um coração maior que ela pelo seu amiguinho. O nome dela era Tay.

O Tay era um dos cachorrinhos que a amiga do meu tutor, Helena cuidava dentro de um terreno baldio perto na nossa casa.

Ele morava lá junto com a sua amiga Princesa, dois belos Vira-Latas pretos básicos, muito simpáticos.

O meu tutor ficou conhecendo eles, porque toda vez que passávamos pelo local, onde hoje é um conjunto de sobrados inacabados, estavam no portãozinho e meu tutor sempre brincava com eles, pois eram muito mansinhos.

Algumas vezes, o meu pai ajudava a Helena levando um deles para passear, para que pudessem se exercitar nas ruas, se bem que sinceramente não sei se era preciso, pois o terreno onde moravam tinha um belo espaço para correrem e brincarem. Dava um 10 quintais como os da minha casa. Vai aí uma pontinha de ciúmes.

Tudo corria bem até que o terreno em que eles moravam foi vendido e o novo proprietário pediu para que a Helena retirasse os meus amiguinhos de lá o mais rápido possível, pois iria construir ali, como de fato o fez, o conjunto de sobrados.

Começou então uma luta desesperada para se encontrar um local para aqueles dois viras, até que uma industrial se ofereceu para abrigá-los na sua empresa. Sem outra alternativa, a Helena concordou e com o coração apertado levou os dois para lá. Seria mais difícil ver os bichinhos, fora a possibilidade palpável de serem adotados e se distanciarem definitivamente.

Mas, e tem sempre um mas, as coisas não saíram conforme o planejado. Depois de alguns dias hospedados lá, o Tay começou a ficar doente, quando a Helena foi chama e sem pensar duas vezes trouxe os dois de volta para o terreno.

Após a piora do meu amiguinho a Helena levou-o à Tia Nícea, quando ficou sabendo que ela tinha pegado aquela doença terrível que vai nos matando aos poucos, chamada Cinomose.
Aí começou a luta da Helena para cuidar do Tay, que graças a Deus contou com o carinho e a boa vontade do meu pai que a ajudou bastante pois ele gosta muito da Helena.

Por várias vezes, no horário do almoço, meu pai ia até a casa dela e pegava a comida que a mãe da Helena preparava e levava para o Tay e a Princesa comerem. A Princesa comia numa boa, mas o Tay, devido à evolução da doença, cada vez queria comer menos. A comida era dada com as mãos, levada à boca dele, mas cada dia ele queria menos se alimentar. Sem falar na perda dos movimentos que era cada vez mais rápida e maior.

O meu pai ficava muito triste, pois achava difícil ver um animal outrora tão ativo e brincalhão, ir se entregando aos poucos para um final inevitável.

Depois de certo tempo, devido à falta de alimentação, o Tay foi ficando muito fraco, precisando então ser medicado. A partir daí, meu pai, além de alimentá-lo na hora do almoço, o pegava no colo e debaixo de sol ou de chuva o carregava, mesmo infartado, até a Tia Nícea, pois o Tay não conseguia mais andar.

Por seu lado a Helena sofria muito por ficar presa ao serviço sem poder dar a devida atenção para aquele amigo tão especial. Certa vez meu pai até brigou com uma das funcionárias da clínica por tratar mal a Helena em virtude do Tay lá permanecer muitas vezes chorando.

Lá na Clínica Pet Family ele ficava a tarde toda até que a Helena o apanhava no final do dia, quando voltava do serviço e o levava de volta para o terreno onde ele dormia. Para esclarecer, o local onde ele passava as noites junto com a Princesa era muito bom, pois era coberto, espaçoso e forrado, protegido do sol e da chuva.

Com o passar do tempo o Tay começou a chorar muito à noite o que levou a Helena a levá-lo para casa e dormir com ele na garagem.

Certa ocasião, meu pai estava no trabalho, que era perto da nossa casa, quando por volta das 9:30 h da manhã, apareceu no balcão o irmão da Helena, que nós nem imaginamos o nome e, muito estupidamente, intimou o meu pai a ir até a casa dele para tirar o Tay de lá pois a mãe dele não dava conta de cuidar do cachorrinho e ele estava chorando demais.

Realmente a mãe da Helena, uma senhora muito simpática, já não gozava de boa saúde, mas aquela atitude não se justificava. Lá foi meu pai, apanhou o Tay todo molhado de xixi e com ele no colo pegou uma “carona” com aquele sujeito até a clínica. Pelo Tay, pela Helena, pela mãe dela ele não pensou duas vezes.

Até que o inevitável aconteceu. O triste momento que um tutor amoroso tanto teme. O momento de junto com a Veterinária decidir sobre a eutanásia.

E realmente não teve jeito e essa hora chegou. Mas para falar sobre ela, prefiro copiar abaixo o “recado” que meu pai recebeu numa tarde na ASSEAMA onde me levava para tratamento espiritual e publicado, na época no site www.webanimal.com.br:

“Pelo que me lembro, minha historia começou a alguns anos atrás, mais ou menos cinco, quando fui abandonado juntamente com minha irmãzinha em um terreno baldio em Guarulhos - SP. Até aquele dia eu fazia parte de uma pequena "matilha" de pais e filhotes e, sem que nem porque, de repente me vi sozinho, todos tinham ido embora, me deixando para trás. Muito compadecida, uma moça passou a cuidar de mim e minha irmã. Ela me batizou de Tayson e minha "mana" de Princesa. Com muita dificuldade e dedicação fui alimentado, tratado e recebi muito carinho dessa pessoa que hoje considero minha mãe. Depois de alguns anos, o dono do tal terreno passou a pedir que o desocupássemos, pois ali seriam construídos alguns sobrados. Aí começou a maior luta da minha tutora na tentativa de nos arrumar uma família que nos adotassem em definitivo. Mas era difícil, pois além de sermos grandes, tínhamos que ser adotados juntos, já que fatalmente morreríamos se nos separassem, eu de minha irmã. Até que apareceu uma indústria que se prontifiou a nos deixar ficar por lá algum tempo até que arranjássemos um lar definitivo. Tinham boas instalações como canis e gente para tratar de nós e dos cães que lá já estavam. Após alguns dias lá, infelizmente peguei uma doença que é um verdadeiro pesadelo para os cães e seus donos. A Cinomose. Minha mãe, assim que soube que eu não estava bem, foi me buscar juntamente com a Princesa e nos trouxe de volta para o terreno. Mas infelizmente eu já não tinha cura. Fui perdendo gradativamente os movimentos das patas traseiras, das dianteiras, o controle do meu pescoço e finalmente a visão, além de um começo de pneumonia. Ela lutou bastante juntamente com amigos e duas ótimas Veterinárias para tentar me slvar. Me carregou quase que diariamente por quase 4 quarteirões até a Clínica, no colo na vã tentativa de me salvar. Nas últimas semanas dormiu comigo na garagem da casa dela para não me deixar só, inclusive no Natal e no Revelion. Outro amigo, por quem também tenho muito carinho, também cuidou de mim debaixo de sol ou de chuva. Mas infelizmente nada adiantou. Até que chegou o dia em que ela, com muita dor no coração, decidiu pela eutanásia. Mãe, eu queria apenas lhe dizer que essa foi uma das decisões mais acertadas que você tomou na vida. Naquele momento em que dormi no seu colo, eu já tinha ido embora e, tenha certeza que nada senti, além de uma imensa paz e carinho de sua parte. Muito obrigado por aliviar o meu sofrimento, que já tinha ultrapassado o limite do insuportável. Hoje estou bem, me recuperando e na companhia de muitos outros animaizinhos que deixaram o plano terrestre, num lugar lindo e cheio de amor. Muito obrigado mamãe por tudo que você fez por mim. Foram os melhores anos de minha vida eterna. Muitas lambidas para você, para a "Thesa" e para os seus amigos.
Tay “

Pode parecer repetitivo, mas é o melhor jeito de expressar as emoções daquele momento que nem meu pai e nem eu presenciamos e que deve ter sido muito duro.

Para completar esta historinha, eu fiz uma “entrevista” com a Helena e pedi para ela contar alguns dos momentos legais que ela tenha vivido com aquele garotão. Então aí vai o depoimento dela:

“Uma passagem engraçada que jamais vou esquecer, foi quando o Tay descobriu que "podia pular o muro"!!!!

Eu achei que se colocasse alguns obstáculos tipo, tábuas, e tudo o mais que eu encontrasse naquele  terreno, isso o impediria de pular, MAS... "meu anjo" era muito esperto e inteligente. 

Enquanto eu ficava me matando, procurando as coisas, tendo um trabalho enorme para "cercar" o muro, o Tay ficava deitadinho, só olhando, observando de longe, e com certeza já "planejando" como pular. 

E sabe o que ele fazia? Cruzava as patinhas uma em cima da outra e me olhava com uma cara que dizia: "Não vai adiantar" . 

Quando eu terminava, tinha que fazer o "teste" então eu chamava: "TAY, VEM PULA" !

Ele ia do outro lado do terreno, pegava impulso e pulava!!! Por incrível que pareça, enquanto ele me observava, ele já tinha encontrado  uma brecha!!! Pode??????
 
Outra travessura que ele adorava, era correr na chuva no terreno e quando eu ia lá, pulava e se chacoalhava todo em cima de mim, FAZIA DE PROPÓSITO!!!!  KKKKKKK
 
Ele também tinha um brinquedo que era a cabeça de uma boneca, ele adorara aquilo, mas escondia da Tchesa, e toda vez que eu ia lá ele ia correndo pegar e jogava no meu pé para eu brincar com ele, quando eu ia embora ele escondia de novo (enterrava). 
 
Ah... Zeus, foram tantos momentos lindos.... não consigo mais... já estou chorando. 
TAY faz parte de  mim.... não sei explicar isso direito, mas ele é especial, alguma coisa nele era diferente.”

Só para esclarecer, a Tchesa se mudou para uma bela chácara no interior onde vive feliz até hoje praticando mergulho num belo lago além de outras peripécias.

Bom gente, por enquanto é só. Obrigado Helena pela entrevista e se faltou algo me perdoe, mas a homenagem é sincera. O Tay marcou muito as nossas vidas também.






Zeus

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

NICK E FLORA

Olá pessoal. Uma boa tarde chuvosa para todos.

NICK E A FLORA TOMANDO UM SOL


Hoje vou contar como foi o final de semana passado (7 e 8 de janeiro de 2012) quando o meu pai se encarregou de cuidar dos dois vizinhos caninos mais antigos que tenho. O Nick e a Flora, dois belos Labradores.

O Nicki é um ano mais velho do que eu, ou seja, tem 10 aninhos e a Flora já é uma senhora com mais ou menos 14 anos de idade. Ele amarelo e ela preta, mas com seus vários pelos já bem branquinhos.


DANDO VOLTAS

Como vocês já devem ter lido no Facebook do meu pai (Paulo Cesar de Moraes), na sexta-feira no final da tarde, a Gorete, tutora dos meus dois amigos, falou para a minha mãe que iria para Avaré numa festa de família e se o meu pai poderia fazer o favor de dar os remédios para convulsão que o Nicko toma.

Como todos aqui de casa adoram aqueles dois Labradores, meu pai se prontificou a ajudar. E assim foi feito.

Já naquela noite a família viajou, deixando as instruções de como dar os remédios e as chaves da casa deles com meu pai, avisando que os 2 já estavam alimentados e o Nick devidamente medicado, quando meu pai foi até lá para que os vizinhos caninos se acostumassem com a presença dele dentro de casa.

No sábado pela manhã, lá foi meu pai dar os remédios para o Nicki e checar como estava a situação.


FLORA TOMANDO UM SOLZINHO GOSTOSO

Quando lá chegou, notou que nenhum dos dois de manifestou. Quanto à Flora ele achou normal, pois ela está com bastante dificuldade de andar, com pouquíssima visão e quase não escutando mais nada. Mas, o Nick o deixou preocupado, pois pelo que notou estava tendo uma pequena convulsão.

Pacientemente meu pai pediu a ajuda da espiritualidade e assim o Nick foi se estabilizando, quando aí sim meu pai lhe deu os remédios, entre eles o Gardenal.

Aí, vou abrir um parênteses, para comentar sobre as impressões que meu pai teve sobre o tratamento do Nick com o tal Gardenal.

Segundo ele, graças a Deus eu tenho sido acompanhado pelos profissionais da FACIS – FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE  em São Paulo, bem como venho desde 1997 recebendo tratamento espiritual.


NICK AO FUNDO E FLORA

É muito triste assistir o resultado da combinação entre convulsão e Gardenal. O Nick, antes um Labrador ativo, esperto, barulhento e tudo que um Labrador normal pode e deve ser, hoje se transformou num cachorro completamente perdido, dando incontáveis voltas no sentido horário em torno de si mesmo até resolver tomar um rumo ou direção.

Meu pai deu para os tutores dele o telefone da mesma FACIS, mas segundo eles não conseguiram marcar uma consulta para o meu amigo. É triste porque com o aumento das convulsões, a tia Nícea não teve outra alternativa a não ser administrar o tal remédio combinado com outro que não sei o nome.

Como se sabe, cada vez que temos um episódio de convulsão, as perdas cerebrais são consideráveis em torno de neurônios, isso sem falar na dor de cabeça insuportável que sentimos após as crises. Isso associado a um remédio que dopa qualquer ser que o use, vocês podem imaginar o resultado. E é por essa situação que está passando oNick.

Meu pai ficou com muito dó dele. Todas as vezes que lá foi sempre pediu auxílio à Fraternidade de São Francisco de Assis e ministrou passes em ambos pelo menos uma vez por dia.

Para complicar no sábado à tarde caiu o maior toró que além de inundar o “enxoval” dos dois, proporcionou à Flora um dos raros prazeres que ela ainda tem. Se ensopar na chuva.

NICK


Lá foi meu pai enxugar aquela sem noção e levar alguns tapetes e lençol para os dois poderem dormir sequinhos à noite.

Graças a Deus no domingo a chuva que caiu não foi forte e os dois ficaram bem.

Que a mãe deles não saiba, mas para dar os remédios pro Nick, o meu pai levou franguinho, peito de peru e bolacha de maisena e o que sobrava ele misturava na ração deles, que obviamente devoravam com o maior gosto.

FLORA - HORA DA BÓIA COM FRANGUINHO


Apesar de tudo, meu pai adorou cuidar deles, pois segundo ele, foi uma experiência enriquecedora no sentido de se preparar um pouco para a chegada da minha velhice e as dificuldades que certamente isso vai me trazer.

A única dor no coração dele é ver a situação do Nick, sabendo que poderia estar melhor se estivesse pelo menos usando a homeopatia, mas como nem tudo é conforme a nossa vontade, Deus sabe o que faz.

Só sei que meu pai já está morrendo de saudades dos dois, pis com todas as dificuldades de ambos, sempre foram muito carinhosos a adoram ganhar um “dengo” como eu. Invejosos.

Até a próxima.

Zeus

Olá pessoal, hoje estou voltando a esta história para dar uma notícia bem triste. Infelizmente um dos personagens, o Nick desencarnou na última quarta-feita, 04 de julho de 2012, depois de sofrer bastante com o tumor na cabeça. Aqui em casa ficamos bem tristes, mas tenho certeza de que ele já está bem amparado lá pela equipe do Dr. Marcel Benedeti no plano astral. Até breve Nick.
Zeus

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A VIDA EM BRANCO

Olá amigos e amigas, depois de algum tempo aqui estou eu para contar mais uma história. Desta vez é de um amigo que desencarnou recentemente e que deixou muita saudade na família dele e, até em mim, por incrível que pareça.

Lá pelos idos de 2005,eu caminhava pelas proximidades da minha casa, acompanhado obviamente do meu pai. Quando chegamos numa esquina a mais ou menos um quarteirão da nossa casa, vieram sem que esperássemos dois cachorros para cima da gente

Eu e meu pai tentávamos nos defender na medida do possível, meu pai caiu, se machucou, tentou me proteger, mas não tinha jeito, eles não desistiam. Até que alguns garotos que estavam na frente da nossa casa, entre eles o Fernando Poleto, vieram em nosso socorro e espantaram aqueles dois irmãos de quatro patas que não estavam nada amistosos naquela tarde.

Meu pai e eu voltamos pra casa. Eu estava bem, mas meu pai sofreu alguns arranhões. Mais tarde, meu pai e minha mãe saíram para uma festa e no caminho pararam na casa da tutora dos cães para reclamar do ataque.

Os donos surpresos, disseram que o cachorro deles era manso e nunca tinha atacado ninguém. Antes dos meus pais terminarem a reclamação, eis que surge a fera que, na maior cara de pau, ficou em pé fazendo a maior festa para o meu pai.

Bem essa pequena introdução serve para apresentar o homenageado de hoje. Esse cachorro que, junto com outro do qual não me lembro, aprontou aquela confusão toda era o Branco, cachorro da Dalila, aquela mesma que foi para Marília com a gente para cuidar de mim e do Khoda.

Vou tentar contar mais o menos a história que a Dalila contou para o meu pai, muito emocionada e ainda muito sentida com a partida do seu amiguinho para o plano espiritual.

BRANCO
Num belo dia, ao chegar em casa, aproximando-se do portão, viu o cachorrinho, ainda filhote, todo branquinho com umas poucas manchas escuras pelo corpo chorando triste como que querendo entrar.

A Dalila, sempre intransigente na sua posição de não querer cães, não o deixou entrar, o filho dela, fez de tudo para afasta-lo de casa, mas não adiantou, aquele cachorrinho elegeu aquela família para ser a sua.

E assim foi, aceito dentro do imóvel foi colocado no quintal de terra que lá existe, mas o danadinho insistia em entrar dentro da casa da Dalila, aprendendo até a pular um muro para conseguir o seu objetivo.

Já devidamente instalado na residência oficial da família, resolveu que iria dormir em baixo da cama da filha da Dalila, a Dayane, como que se colocasse ali para cuidar dela e proteje-la.

Pouco tempo depois, a Dayane começou a passar por sérios problemas de saúde, problemas esses que duraram por alguns anos, culminando com uma delicada operação no início deste (2011). Mas durante todos esses anos, oito no total, o Branco nunca saia do lado dela, sempre fazendo companhia e dando o maior apoio para aquela garota linda, mas de saúde delicada.

BRANCO (MARROM)
Assim se passaram os anos, ele passou a fazer parte da família, dava suas escapadas pelas ruas, mas por incrível que possa parecer, meu pai acabou fazendo amizade com ele. Por várias ocasiões se encontraram e não foram poucas as vezes que meu pai o levava de volta para casa, a última inclusive foi num domingo pela manhã, quando eu estava junto e não aconteceu nenhuma “treta”, apesar de as vezes eu ter complexo de Pit-Zeus,quando eu geralmente levo a pior. Mas isso é uma outra história.




Cabe mencionar que a Dalila comentando sobre a vida do Branco com o meu pai, falou que ele era muito inteligente, nunca deu nenhum tipo de trabalho, sempre aprendeu a fazer tudo sozinho sem precisar ser ensinado. O único porém, e sempre tem um, era quando chovia, o danado ia se esbaldar no barro do quintal e depois se esparramava de barriga pra cima dentro de casa. Certa ocasião até trocaram o nome dele, de gozação, de Branco para Marrom.

DALILA
Até que no segundo semestre deste ano, com a Dayane já plenamente recuperada, o nosso amigo Branco apresentou um probleminha em uma das patas que, após exames laboratoriais, foi diagnosticado como um tumor maligno raríssimo o que tornou muito difícil para a Tia Nícea direcionar um tratamento. Então foi marcada uma cirurgia para amputação da patinha lesionada.



Mas infelizmente não deu tempo, pois em pouco tempo o Branco desencarnou e foi morar no Rancho Alegre, uma das colônias espirituais que cuidam de animais que nos deixam.

Como imaginou a nossa amiga Dalila fazendo uma brincadeirinha para tentar descontrair, o Branco deve ter pensado “tirar a minha patinha? Não senhor eu vou embora com as quatro.”

A parte relativa aos detalhes do falecimento e do sepultamento do Branco não acho que deva contar, mas o corpinho dele está enterrado no quintal da casa da mãe da Dalila, depois de muita luta da Dalilla e da Dayane para que alguém de boa vontade o levasse até lá, no Bairro de Bonsucesso aqui em Guarulhos.
E A DAYANE

Nós que estudamos a espiritualidade dos animais, e eu digo nós porque eu estou começando a ficar craque nisso, temos a mais absoluta certeza de que o plano espiritual designou esse espírito para estagiar no corpo do Branco, com a missão de proteger e amparar a Dayane na sua jornada de luta contra as dificuldades que abalaram a saúde dela por oito anos. Superados esses obstáculos, depois de também despertar a consciência daquela família para a importância dos animais, o Branco nos deixou, com a missão cumprida, subindo mais um degrau na sua escalada evolutiva.

Eu sei que foi e ainda é dolorido para a Dalila e família a partida do Branco, mas a benção que eles tiveram com a oportunidade de viver essa história é inigualável e espero que eles tenham aproveitado ao máximo essa lição de amor a todas as criaturas do nosso Pai Maior.

Até a próxima.

Zeus

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

TOBI - PRECISA SAUR DAS RUAS.

Pessoal;


Esse amiguinho apareceu no bairro do Bom Clima na Rua Orlando Biagi Angu e se "instalou" na garagem de uma casa que não tem portão, há uns quatro dias, pode estar perdido, ou foi abandonado.
Quando ficamos sabendo, a Helena foi falar com os donos da casa para que o deixassem ficar na garagem provisoriamente. No começo eles concordaram, ela o está alimentando todos os dias, a garagem é coberta, não pega chuva,  colocou um papelão bem grosso e um cobertor, mas o ideal seria uma casinha, mas eles não querem que coloque.
O local tem muitas crianças e foram elas que o batizaram de Toby e pelo jeito ele gostou, pois já atende pelo nome. Elas gostam dele, mas... os adultos não o querem por lá, porque já tem um cachorrinho e não querem outro.
Hoje quando a Helena chegou do trabalho, foi até lá para dar a "janta" ao Toby, e então eles disseram que não o querem mais por lá, que era para se conseguir outro lugar para ele ficar, porque como não tem portão, ele sai correndo atrás dos carros que passam na rua, correndo o risco de ser atropelado e uma pessoa já foi reclamar com eles pensando que o cachorro era deles.
Pediu pelo amor de Deus para que esperassem mais, porque não tem onde coloca-lo.
Resumindo, TOBY PRECISA URGENTE DE RESGATE OU ADOÇÃO, caso contrário eles o colocarão para fora da garagem.
A Helena pode se comprometer com a castração, as vacinas, e o atendimento veterinário que for necessário,  mas não assumir as despesas de um lar temporário.

POR FAVOR ALGUÉM PODERIA AJUDA-LO?
Ele é de porte médio, tem mais ou menos 2 anos, é dócil e muito brincalhão e adora abraçar!!!

Contato: Helena (11) 7618-7227
helena_mazzei@hotmail.com

Por favor ajudem.
Zeus

terça-feira, 15 de novembro de 2011

JULLY - QUASE ENVENENADA

Jully
Olá Pessoal, esta é a JUlly. Foi encontrada nas ruas na Zona Sul de São Paulo. Estava sendo ameaçada de envenenamento, por isso eu e minha namorada Tatiane e recolhemos provisoriamente.
Já está castrada, vacinada e vermifugada e tem aproximadamente 2 anos. Muito dócil, convive muito bem com pessoas.
Acontece que a Tatiane, que cuida da Jully irá se mudar para Botucatu no início no ano que vem e a Jully não terá onde ficar, razão pela qual precisamos encontrar um lar com urgência para ela.
Por favor, ajudem a divulgar e se possível adotar essa amiguinha.
Contatos com Adriana 95133613
Tatiane 78401800
Muito obrigado

Zeus

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

TRÊS ANJOS

Amigos, conheçam a história desses anjos:

A Xuxa  (mãezinha)  e suas duas bebezinhas, Carminha e Yasmin, que ainda estavam com os olhinhos fechados, foram  resgatadas pela Carmen numa favela há um ano e meio atrás.

Foram enviadas para um abrigo, foram alimentadas, receberam tratamento veterinário e estão até hoje aguardando uma adoção. Infelizmente o local que elas estão não é nada parecido com a linda paisagem das fotos. 

A realidade é bem outra, vivem dentro de uma baia, num espaço muito pequeno, não passam sede, nem fome, nem frio, mas não podem correr, nem  brincar,  nem tão pouco tomar sol.
Vivem as tres juntinhas, dormem uma encolhidinha na outra, comem e bebem no mesmo pote.

De tanto ficarem presas juntas numa baia, tornaram-se inseparáveis.
Sabemos que uma adoção conjunta não será fácil, mas não impossível!

Por favor nos ajudem a  divulgar  para que essa "familia" que já teve uma vida tão sofrida, encontre alguém especial, com um coração tão grande que caiba as tres dentro dele,  para que finalmente tenham um lar de verdade, com amor, carinho, dignidade e respeito.

Estão castradas e vacinadas, são dóceis com pessoas e outros cães.

Xuxa tem 3 anos e meio é a mãezinha (branca com a manchinha preta nos olhos)
Yasmin: 1 ano e meio (marronzinha)
Carminha: 1 anos e meio (pretinha e bege) 


Contato: Helena
(11) 7618-7227



Zeus